Tuesday, April 15, 2008



...A culpa é de quem...???

Não queria escrever sobre isso, mas diante dos fatos, simplesmente não pude deixar passar em branco.

Primeiramente, e só pra constar, estou escrevendo este post ao som de Velvet Revolver (Psycho Killer), que não tem nada a ver com o assunto, mas me deixa profundamente feliz...rsrsr

Ah! Claro, ia esquecendo, o assunto tão importante e tão revoltante ao mesmo tempo é a história da dengue.

Estamos todos saturados de ouvir como devemos nos proteger, como o mosquito ataca, como o RJ está o caos por causa da doença e por causa da falta de médicos para atender a demanda. Ontem, li no jornal, já foram notificados cerca de 75.400 casos da doença, só no RJ.

Há duas semanas, houve uma reunião entre os secretários de saúde do Brasil, para a solicitação trabalho voluntário (médico) no RJ. Nosso hospital, atendendo ao pedido da secretaria de SP, juntou um grupo de 32 pediatras que viajariam as pressas e ficariam durante 1 semana no RJ.

Estava tudo acertado, se não fosse o pequeno detalhe: a secretaria do RJ não aceitou os reforços porque a equipe ficaria apenas uma semana (pouco tempo e muito gasto para o Estado).

Um grupo de 40 profissionais do Hospital Albert Einstein (SP) e um grupo do RS embarcaram para lá.

Para a surpresa de todos (ou simples constatação), a infra-estrutura prometida não estava montada. As tais tendas de hidratação não estavam prontas e as pessoas contaminadas continuaram sem atendimento.

Agora, uma semana depois do acontecido, os médicos voluntários continuam sem infra-estrutura. As tendas não atendem a quantidade de pessoas que deveriam; os postos de saúde e pronto-socorros continuam cheios de gente e a doença, cada vez mais, se propaga.

Também li nos jornais e aí, não sei até que ponto isso é um boato, que o RJ queria trazer médicos de Cuba para ajudar o Estado.

Ficam as perguntas:

- Pq o RJ não tentou prevenir o caos?
- Pq as tendas não estão sendo utilizadas, uma vez que os médicos voluntários ainda estão no Estado?
- Trazer médicos de Cuba sai mais barato que recrutar médicos do próprio país?
- Até quando as pessoas continuarão morrendo por causa de um mosquito?



- Se estão em estado de calamidade, pq não aceitam os reforços oferecidos pelos outros Estados?

Caro leitor, tenho algumas outras informações que poderiam influenciar e muito as suas respostas, mas o que quero é que você pense por si mesmo e tire as próprias conclusões.


"...Psycho killer, qu'est-ce que c'est
Fa Fa Fa Fa Fa Fa Fa Fa Fa Fa Better
Run Run Run Run Run Run awaaaaaaaaay
Psycho killer, qu'est-ce que c'est..."

Wednesday, April 09, 2008


O texto é antigo, não fui eu quem escreveu e é ótimo! Vale a pena!!!

Bar ruim é lindo, bicho
De Antonio Prata


Eu sou meio intelectual, meio de esquerda, por isso freqüento bares meio ruins. Não sei se você sabe, mas nós, meio intelectuais, meio de esquerda, nos julgamos a vanguarda do proletariado, há mais de 150 anos (Deve ter alguma coisa de errado com uma vanguarda de mais de 150 anos, mas tudo bem). No bar ruim que ando freqüentando nas últimas semanas o proletariado é o Betão, garçom, que cumprimento com um tapinha nas costas acreditando resolver aí 500 anos de história.


Nós, meio intelectuais, meio de esquerda, adoramos ficar "amigos" do garçom, com quem falamos sobre futebol enquanto nossos amigos não chegam para falarmos de literatura. "Ô Betão, traz mais uma pra gente", eu digo, com os cotovelos apoiados na mesa bamba de lata, e me sinto parte do Brasil.

Nós, meio intelectuais, meio de esquerda, adoramos fazer parte do Brasil, por isso vamos a bares ruins, que tem mais a cara do Brasil que os bares bons, onde se serve petit gateau e não tem frango à passarinho ou carne de sol com macaxeira que são os pratos tradicionais de nossa cozinha. Se bem que nós, meio intelectuais, quando convidamos uma moça para sair pela primeira vez, atacamos mais de petit gateau do que de frango à passarinho, porque a gente gosta do Brasil e tal, mas na hora do vamos ver uma europazinha bem que ajuda. A gente gosta do Brasil, mas muito bem diagramado. Não é qualquer Brasil. Assim como não é qualquer bar ruim. Tem que ser um bar ruim autêntico, um boteco, com mesa de lata, copo americano e, se tiver porção de carne de sol, a gente bate uma punheta ali mesmo.

Quando um de nós, meio intelectuais, meio de esquerda, descobre um novo bar ruim que nenhum outro meio intelectual, meio de esquerda freqüenta, não nos contemos: ligamos pra turma inteira de meio intelectuais, meio de esquerda e decretamos que aquele lá é o nosso novo bar ruim. Porque a gente acha que o bar ruim é autêntico e o bar bom não é, como eu já disse. O problema é que aos poucos o bar ruim vai se tornando cult, vai sendo freqüentado por vários meio intelectuais, meio de esquerda e universitárias mais ou menos gostosas. Até que uma hora sai na Vejinha como ponto freqüentado por artistas, cineastas e universitários e nesse ponto a gente já se sente incomodado e quando chega no bar ruim e tá cheio de gente que não é nem meio intelectual, nem meio de esquerda e foi lá para ver se tem mesmo artistas, cineastas e universitários, a gente diz: eu gostava disso aqui antes, quando só vinha a minha turma de meio intelectuais, meio de esquerda, as universitárias mais ou menos gostosas e uns velhos bêbados que jogavam dominó. Porque nós, meio intelectuais, meio de esquerda, adoramos dizer que freqüentávamos o bar antes de ele ficar famoso, íamos a tal praia antes de ela encher de gente, ouvíamos a banda antes de tocar na MTV. Nós gostamos dos pobres que estavam na praia antes, uns pobres que sabem subir em coqueiro e usam sandália de couro, isso a gente acha lindo, mas a gente detesta os pobres que chegam depois, de Chevete e chinelo Rider. Esse pobre não, a gente gosta do pobre autêntico, do Brasil autêntico. E a gente abomina a Vejinha, abomina mesmo, acima de tudo.

Os donos dos bares ruins que a gente freqüenta se dividem em dois tipos: os que entendem a gente e os que não entendem. Os que entendem percebem qual é a nossa, mantém o bar autenticamente ruim, chamam uns primos do cunhado para tocar samba de roda toda sexta-feira, introduzem bolinho de bacalhau no cardápio e aumentam em 50% o preço de tudo. Eles sacam que nós, meio intelectuais, meio de esquerda, somos meio bem de vida e nos dispomos a pagar caro por aquilo que tem cara de barato. Os donos que não entendem qual é a nossa, diante da invasão, trocam as mesas de lata por umas de fórmica imitando mármore, azulejam a parede e põem um som estéreo tocando reggae. Aí eles se fodem, porque a gente odeia isso, a gente gosta como já disse algumas vezes, é daquela coisa autêntica, tão brasileira, tão raiz.

Não pense que é fácil ser meio intelectual, meio de esquerda, no Brasil! Ainda mais porque a cada dia está mais difícil encontrar bares ruins do jeito que a gente gosta, os pobres estão todos de chinelo Rider e a Vejinha sempre alerta, pronta para encher nossos bares ruins de gente jovem e bonita e a difundir o petit gateau pelos quatro cantos do globo.

Para desespero dos meio intelectuais, meio de esquerda, como eu que, por questões ideológicas, preferem frango a passarinho e carne de sol com macaxeira (que é a mesma coisa que mandioca mas é como se diz lá no nordeste e nós, meio intelectuais, meio de esquerda, achamos que o nordeste é muito mais autêntico que o sudeste e preferimos esse termo, macaxeira, que é mais assim Câmara Cascudo, saca?).

- Ô Betão, vê um cachaça aqui pra mim. De Salinas quais que tem?

Monday, March 24, 2008

É...entre trancos e barrancos...vivemos...
Ás vezes, não dá pra entender, mas quem se importa??
O importante é que aconteça...
(...Uma hq pode dizer mta coisa...)

Friday, March 07, 2008


Ontem, estava eu voltando pra casa e reparando nas pessoas à minha volta. Algumas se derretiam por seus "amores", outras reclamavam das relações que suportam porque não enxergam mais o futuro. Pessoas, no geral, acomodadas, com seus empregos infelizes, a vidinha que aturam, a mesmice diária e suas almas mortas.

Fiquei pensando com meus botões. Por alguns momentos, tentei me imaginar em situações semelhantes. E se? E se...? E... se??? Se...

Tentei me imaginar casada, com uma casinha, filhos e essas coisas que a maioria das pessoas deseja: uma vida normal e feliz. Conscientes ou não, acabamos lutando por isso: construir uma vida confortável, ao lado de quem gostamos.
E cheguei à uma conclusão definitiva: eu não sirvo pra isso!

Lembrei do outro alguém. Tínhamos algo normal e eu gostava daquilo. Mas, se ele não tivesse ido pra longe, se estivesse aqui ainda, ao meu lado, nós simplesmente não estaríamos juntos.

Independente de tudo o que tenha acontecido. Não estaríamos. Porque eu não suportaria uma vida normal, comum. Eu morreria aos poucos, como as pessoas que vi ontem.

E por um momento, me senti profundamente feliz. A vida é sábia e como já disse em outros posts, muitas vezes, sofremos porque queremos. Fiquei chateada devido à maneira como as coisas sucederam, mas, teria sido infinitamente pior, se tivéssemos continuado aquela história. Eu estaria com alguém que me queria bem, que me proporcionaria uma vidinha comum (que eu curti, nos primeiros momentos), porém, não haveria nenhum tipo de crescimento. Seria aquilo...apenas aquilo e minha alma morreria como tantas outras.

Hahaha, não! Não sou um ser assexuado ou algo assim. Também não sou nenhum tipo de eremita. Quero construir coisas, conhecer pessoas, encontrar aquele ser especial. A questão, é que essa pessoa não seja totalmente normal e procure buscar coisas além do comum. Não falo de dinheiro. Falo de sonhos. Sejam quais forem.

Todos buscam dinheiro, fama, reconhecimento. Eu não fujo disso. Mas o quê utilizamos para conseguirmos isso, pode fazer toda a diferença.

Eu não agüentaria estar com alguém e viver uma vida normal. Não conseguiria ter filhos e me acomodar com uma situação que me faz infeliz. Eu morreria, ao ver que apenas suporto a vida ao invés de vivê-la (e olha que fiz isso por muito tempo).

E fiquei feliz...por tudo isso. Pelos planos não terem dado certo, apesar de eu ter desejado o contrário. Por eu perceber a tempo, que não preciso me apropriar dos problemas de ninguém - já tenho os meus - e nem dos filhos e "exes" dos outros - ufa!!
Principalmente, fiquei feliz, por chegar à conclusão e absoluta certeza (e olha que nunca tenho certeza de nada) de que não quero uma vida normal...

A partir de agora, todas as minhas escolhas, lá de trás, fazem algum sentido...

Wednesday, March 05, 2008

Aos vendedores de Ilusão

Prezados senhores:

Lamentamos informar que estamos terrivelmente decepcionadas com os seus produtos. Primeiro, vocês nos venderam a ilusão de um Príncipe Encantado, mas ele nunca chegou. Depois, nós compramos a idéia de um Novo Milênio, que chegou todo estragado. Mais recentemente, fomos levadas a acreditar que Seios Maiores nos trariam a felicidade. Porém, nada mudou.
Até quando vocês vão continuar assim, enganando nos dessa maneira? Nossa paciência tem limite. E não foram essas as únicas ilusões que alimentamos ao longo dos anos e deram problemas. Vejam a lista:

ORGASMO VAGINAL
Fomos convencidas por especialistas de que poderíamos obter o orgasmo através da simples penetração, sem a estimulação do clitóris. Não apenas terminamos, todas, frustradas em nossos investimentos nesse sentido, como também tivemos de forjar falsos resultados para os nossos parceiros no negócio, a fim de evitar maiores danos.

BRASIL, O PAÍS DO FUTURO
Venderam-nos essa idéia por anos seguidos, através de fartos investimentos publicitários. Pois bem, o futuro chegou e continua a mesma porcaria. Disseram também que o grande problema do país era a dívida externa, algo sem solução ou remédio. Agora, de repente, essa dívida deixou de existir e ninguém toca mais no assunto.

NOVIDADES CONTRA CELULITE
Todo dia, vocês nos empurram uma nova solução definitiva para as celulites em nosso corpo, uma mais sensacional que a outra. Se juntassem todo o dinheiro já gasto pelas mulheres nessa luta inglória, daria para acabar com a fome no mundo.

HOMEM FIEL
Neste caso, venderam-nos algo que simplesmente não existe. Não há um só fato científico que comprove a existência de um ser humano masculino adepto da fidelidade - ao contrário, todas as experiências indicam que tal fenômeno é realmente impossível. Com uma agravante: não é a primeira vez que somos levadas a crer em uma coisa inexistente. Há quem compre, até hoje, as ilusões da Família Unida, do Político Honesto e da Amizade Colorida.

LÁBIOS CARNUDOS E NATURAIS
Lábios carnudos só ficam naturais nas mulheres que nasceram com eles - as sortudas. No resto de nós, o mais natural que eles ficam é parecer com picadas de abelhas. Resultado: milhões de mulheres com a mesma boca equivocada. Nos dias de hoje, não conseguimos mais diferenciar quem apanhou do marido ou quem passou no dermatologista.

Assim sendo, como estamos dentro do prazo para reclamações, e constatando que essa série de defeitos compromete seriamente o bom funcionamento de nossas vidas, solicitamos imediata solução de nossos problemas através da substituição dos referidos produtos por outros da mesma espécie, em perfeitas condições de uso. Ou seja: nós exigimos novas ilusões, o mais rápido possível. Senão, seremos obrigadas a tomar uma medida extremamente desagradável: encarar a dura realidade.

Fernanda Young - Coluna Claudia

Tuesday, March 04, 2008


Prezada Mulherzinha,

Se existe alguém que pode falar o que vou falar para você, sou eu. Então, por favor, tenha a humildade de admitir que sei o que estou falando. Pois o que eu te direi é duro, mas poderá te fazer um bem enorme.Chega. Chega de se comportar assim. Como se estivesse lutando pelo posto de rainha da bateria. De Miss Maravilha do Mundo. Basta de ataques, dessa competitividade suburbana eu sou a melhor, eu sou a mais alta, eu sou a mais gostosa do pedaço. Ninguém tá ligando a mínima se você corre 10 quilômetros ou se aplicou Botox nessa sua testa sem expressão. Ou se você é assim porque ainda não passa de uma menininha que quer ser mais perfeita do que a mãe, conquistar o amor do pai e ser a primeira da classe. Esse teu afã psicopata de vencer todas as paradas só te deixa ridícula. E me faz querer usar um termo que odeio: coisa de mulherzinha.

Mulherzinha é que tem essa mania de estar sempre desconfiada das amigas, porque todas teriam inveja do seu corpão e do seu cabelão estilo falso-loiro-natural-cinco-tons. Lamento informar, querida, que ninguém sente inveja de você. Por isso, chega de dizer por aí que, para não atrair olho grande, é bom ficar de bico fechado sobre a tal possível promoção que você terá no trabalho. Relaxa, ninguém está a fim de ser você. Tente, portanto, ser você com mais leveza. E lembre-se: esse negócio de dizer que não se pode confiar em mulheres só comprova que você é uma pessoa maliciosa. Sendo que isso está longe de ser porque você é fêmea.

Quando vejo você tagarelando sobre seus feitos sexuais, sinto-me num filme ruim sobre ginasianas americanas. Todas fanhas e excitadas. Chega, tá? De azucrinar os outros com essa sua boca-genital lambuzada de gloss, cuspindo baixos-clichês, simulando uma modernidade que você não tem. Nunca mais caia no ridículo de fazer “sexo casual” com nenhum tipo de homem, mais velho ou mais novo, casado ou solteiro, porque todo mundo já sabe que você finge tudo. Que goza, que não se sente fácil, que não liga quando os caras não telefonam no dia seguinte. Seja honesta uma vez na vida: confesse. Que você não é nada tão wild quanto se vende. Que não sabe falar tão bem inglês assim. Que fez escova progressiva. Que tem dermatite. E enfim você terá alguma paz, pois se reconhece humana, e não a barbie boba que você procura ser. Acredite: idiotice só te faz charmosa para os cafajestes. Se continuar assim, nunca vai aparecer aquele cara bacana que você gostaria que aparecesse; para lutar por você, até te conquistar, e destruir essa tua linda silhueta com uma gestação de 15 quilos.

É triste, amiga Mulherzinha, mas você terá que abrir mão da máscara de rímel que cobre a sua verdade.

Fernanda Young - Coluna Claudia